Estamos em janeiro de 2026 e o clima de transformação é palpável aqui em São Paulo. Com a proximidade da COP30 em Belém, o Brasil se consolidou como o epicentro das discussões climáticas globais. Recentemente, tive o privilégio de acompanhar as reflexões de Renata Piazzon, diretora-geral do Instituto Arapyaú, sobre como a filantropia está se redesenhando para atender às urgências do Sul Global.
O Papel Estratégico da Filantropia na Agenda Climática
Renata Piazzon tem sido uma voz fundamental ao destacar que a filantropia não pode mais ser vista apenas como doação de recursos, mas como capital de risco para a inovação social e ambiental. No contexto da COP30, ela enfatiza que o Brasil possui uma oportunidade única de liderar pelo exemplo, conectando a preservação da biodiversidade com o desenvolvimento econômico de baixo carbono.
Do Global para o Local: A Força do Sul Global
Um dos pontos centrais da fala de Piazzon é a necessidade de inverter a lógica tradicional de investimentos. Frequentemente, soluções pensadas no Norte Global não se aplicam às realidades complexas da Amazônia ou da Mata Atlântica. A filantropia no Sul Global precisa ser protagonista, financiando projetos que nascem de comunidades locais e possuem escalabilidade real para o clima.
COP30: Mais do que um Evento, um Legado para o Brasil
Como alguém que vive na Zona Leste de São Paulo e acompanha o impacto das mudanças climáticas no dia a dia urbano, vejo a importância do que Renata propõe. A COP30 não deve ser apenas uma conferência de duas semanas em Belém, mas um marco para políticas públicas perenes. O Instituto Arapyaú tem trabalhado arduamente para garantir que o setor filantrópico ajude a destravar mecanismos de financiamento que antes eram inacessíveis para pequenos produtores e bioindústrias.
Bioeconomia e Desenvolvimento Territorial
A visão apresentada por Renata Piazzon foca no desenvolvimento territorial. Isso significa olhar para a floresta não apenas como um estoque de carbono, mas como um ecossistema que abriga pessoas. A filantropia atua aqui como o elo entre a ciência, o mercado e o saber tradicional, criando pontes para que a economia da floresta em pé seja mais rentável do que a sua degradação.
Desafios e Oportunidades em 2026
Chegamos a este ano com desafios imensos, mas com uma maturidade institucional sem precedentes. Renata destaca que o futuro da filantropia exige mais colaboração e menos competição entre as fundações. O compartilhamento de dados e a transparência nos resultados são essenciais para atrair o capital privado para a causa ambiental.
- Transição Justa: Garantir que a mudança para uma economia verde não deixe ninguém para trás.
- Financiamento Misto (Blended Finance): Uso de recursos filantrópicos para mitigar riscos de investidores privados.
- Protagonismo Indígena: Colocar os guardiões da floresta no centro das decisões financeiras.
O Caminho para Belém e Além
Para nós, que acompanhamos o setor corporativo e ambiental, a mensagem é clara: o Brasil está pronto para ditar o ritmo da regeneração global. A liderança de figuras como Renata Piazzon nos dá a segurança de que o caminho traçado até a COP30 é sólido e pautado na ciência e na justiça social. A filantropia é o motor que permite testar o novo e escalar o que funciona.
Conclusão: O Momento de Agir é Agora
O futuro que discutíamos há anos chegou. A integração entre o setor privado, filantropia e governo é o único caminho para enfrentarmos a crise climática com a seriedade que o momento exige. A COP30 será o nosso palco, e as diretrizes apontadas pelo Instituto Arapyaú servem como um guia fundamental para qualquer empresa que deseje ser relevante nesta nova economia.
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