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O Mar não é pra Plástico.

07/10
14:36 2018

Por Amanda Carolina

O Dia Mundial do Meio Ambiente acontece todos os anos no dia 5 de junho. É o principal dia das Nações Unidas para promover a conscientização e ação em todo o mundo em relação ao Meio Ambiente, e este ano de 2018 a ONU (Organização das Nações Unidas) o tema é "Acabe com a Poluição Plástica".

É um tema bem importante para alertar a presente geração, sobre a poluição plástica que assola e preocupa as futuras gerações nos nossos oceanos. A humanidade na última década, produziu e consumiu mais plásticos do que no século passado, um consumo excessivo de produtos plásticos, onde metade vai parar no mar, quase 13 milhões por ano. Dados mostram que por ano, são consumidas entre 500 bilhões e 1 trilhão de sacolas plásticos em todo o Planeta Terra, e por minuto são compradas um milhão de garrafas plásticas.

O impacto ambiental é grande, uma ameaça para o nosso ecossistema, para a nossa biodiversidade e nossa saúde e num ritmo e numa escala nunca vistos. No Brasil, o lixo marinho é maior parte por plástico, tendo como fatores o descarte incorreto dos banhistas, de embarcações e a falta de coleta seletiva em determinadas regiões, faz com que esse resíduo sólido entre em contato com o mar, acarretando problemas para o nosso ecossistema e as consequências destes problemas são muitas toxinas do plástico nos animais marinhos, o que significa que também estamos expostos á estas toxinas, por meio de consumo de frutos do mar. Pesquisas comprovaram que peixes apresentam alto índice de toxinas pesadas em seu organismo, e isto está ligado diretamente à poluição de plásticos nos oceanos, que por sua vez formam ilhas de lixo, asfixia, ingestão e envenenamento nestes animais.

Os plásticos são fabricados através de polimerização de elementos, e muitas vezes, são produzidos através de derivados do petróleo tem níveis de absorção altíssimos de poluentes e substâncias tóxicas e que sofrem alterações com a exposição aos raios solares juntamente com a água salgada dos oceanos. E os efeitos desta poluição no mundo, é uma preocupação mundial, pois eles são os principais vilões do Meio Ambiente, pois não se degradam com facilidade em meio a Natureza.

Recentemente nos oceanos cerca de 100.000 animais marinhos, peixes, baleias, tartarugas, pinguins, golfinhos e tantos outros entraram em extinção apenas pelo fato de ingerirem uma grande quantidade de plásticos e seus derivados, tomando-os por alimentos e morrendo, e mesmo após a morte destes, o plástico continua intacto.

Desde de sua descoberta, por Alexander Parker em 1852, o plástico se tornou essencial para as pessoas ao redor do mundo, é um dos produtos mais usados em diversos países, de fato os materiais são convenientes de usar, pois são simples, baratos e práticos no nosso dia a dia e existe uma grande quantidade destes materiais incinerados em lixões, parques, ruas e principalmente flutuando  nos oceanos. Mas especialistas e ambientalistas alertam e incentivam as pessoas a acabarem com o uso de sacos plásticos e destinar a reciclagem de seus derivados, a qual é a única maneira de garantir a decomposição, mas as pessoas nem mesmo sabem ou ignoram esta atitude, cerca de  21% são classificados como resíduos, pouco material está sendo reciclado e 79% estão em aterros ou na Natureza.



Em 2010, um estudo feito por pesquisadores do Centro de Análises Ecológicas da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, analisou 192 países como estão contribuindo para o descarte de resíduos de plásticos nos oceanos e descobriu que 13 dos 20 principais responsáveis pela poluição marinha.



 A China está no topo da lista, os Estados Unidos aparecem na 20º posição, o  Brasil ocupa o 16º lugar do ranking, que leva em conta o tamanho da população vivendo em áreas costeiras, o total de resíduos gerados e o total de plástico jogado fora.

O lixo plástico costuma acumular em áreas do oceano onde os ventos provocam correntes circulares giratórias, capazes de sugar qualquer detrito flutuante. Há cinco correntes desse tipo no mundo, mas uma das mais famosas é a do Pacífico Norte. Os detritos da costa dos Estados Unidos levam, em média, seis anos para atingir o centro dessa corrente. Já os do Japão podem demorar até um ano. As cinco correntes apresentam normalmente uma concentração maior de resíduos de plástico do que outras partes do oceano. Elas promovem ainda um fenômeno conhecido como "sopa de plástico", que faz com que pequenos fragmentos do material fiquem suspensos abaixo da superfície da água. 

Nenhum dos plásticos normalmente usados, são biodegradáveis. A única forma, além da reciclagem, de se desfazer de seus resíduos é destrui-los através de um processo de decomposição conhecido como pirólise ou por simples incineração - apesar de que este último é mais complicado, por causa de preocupações com as emissões de gases poluentes.

Enquanto não se desenvolve uma maneira eficiente e sustentável, o resíduo se acumula e nós necessitamos de uma mudança radical na maneira como lidamos com os restos do plástico. Mantendo os padrões atuais, teremos que esperar até 2060 para que mais plástico seja reciclado do que jogado em aterros e no Meio Ambiente. É devagar demais, não podemos esperar tanto, para agir sobre um fato que aumenta num ritmo muito acelerado.

E se os produtos de plástico fossem criados com a reciclagem em mente, eles poderiam ser reutilizados muitas vezes. Uma garrafa, segundo alguns estudos, poderia ser reciclada até 20 vezes. Isso seria uma redução significativa dos resíduos o ideal da reciclagem, mantendo o material circulando pelo maior tempo possível.

Há investimentos em tecnologias que podem ajudar nesse controle do lixo humano, como o desenvolvimento do "robô aquático" que navega pelos oceanos coletando plásticos e do "filtro Auto-Sustentável Marinho",que filtra o resíduo de diversos tamanhos. E também há o processamento do plástico encontrado no oceano para utilizar na produção de embalagens como a "garrafa feita de plástico do oceano". Existem, no entanto, iniciativas para limpar a corrente do Pacífico Norte. Uma operação liderada pela organização não-governamental  Ocean Cleanup foi prevista para começar em 2018.



Como você pode ajudar

Para todo o problema tem uma solução e nós estamos vendo cada vez mais pessoas engajadas em eliminar a poluição por meio de plásticos no ambiente. É um problema de todos, você pode achar que se trata de algo distante demais do seu cotidiano, mas não, cada um tem seu papel em contribuir para este assolado fator nos oceanos. Se cada um de nós firmar o compromisso de deixar de usar plásticos descartáveis, poderemos ter uma mudança substancial no planeta.

 Reconhecer os danos causados pela poluição já é um grande passo e poder se adaptar a uma nova realidade sem o consumo excessivo dos plásticos é o segundo passo para uma vida melhor na Terra.

Uma sacola retornável pode fazer um bom substituto para a realização da compra. Você pode manter o saco com o caixa, e em seguida, colocar as suas compras em que em vez do habitual saco de plástico, dizem os ambientalistas que já deram essa ideia para as grandes redes de supermercados em todo o mundo.

Eliminar o uso de canudinhos e talheres de plástico, usando sua própria garrafa de vidro ou caneca para o trabalho, usando sacolas retornáveis para fazer compras e coisas do tipo.

Nosso objetivo é encorajar a população sobre este fato tão triste, mas que é imprescindível uma atitude por parte de todos, dando alternativas para trabalhadores do setor de resíduos e desenvolver planos educacionais sobre o impacto do uso de sacolas plásticas em nosso Meio ambiente. Essas ações são fundamentais para alcançar o Desenvolvimento Sustentável, pois juntos temos o poder de provocar uma mudança efetiva. Nós todos da redação e colaboradores  do Jornal do Meio Ambiente do Estado de São Paulo temos este compromisso diário de fazermos nossa parte em destinar e obstinar o consumo de  plásticos descartáveis, começando pelos canudos, colheres de plásticos e a os tais copos descartáveis, tendo em vista o não imprimir, somos comprometidos em trabalhar em prol ao nosso Meio Ambiente, plantando ideias e árvores frutíferas, respeitando a ideia alheia, reciclando produtos que não são úteis, praticando a Sustentabilidade todos os dias, protegendo nosso Meio Ambiente, economizando materiais de escritório, conservando nossas atitudes, isso faz bem para todos e faz toda diferença para essa geração e para as vindouras, pois desfrutarão do que deixarmos para elas.



 


Fonte: Jornal do Meio Ambiente do estado de São Paulo

 

 

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